segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

SEM VIATURA DESDE DE OUTUBRO: homem é encontrado morto no Centro de Garanhuns e corpo fica exposto após levantamento cadavérico

Um homem não identificado até o presente momento foi encontrado morto durante a manhã deste domingo (24), por volta das 06h00 na Rua Maurício de Nassau, no Centro de Garanhuns.
Um corpo foi localizado nas primeiras horas da manhã deste domingo em um dos boxes dos sapateiros, localizado na Praça Jardim, ao lado da Casa Bahia.
De acordo com as informações, o homem que era morador de rua, era alcoólatra e usuário de thinner. De acordo com as informações, o homem foi visto caído ainda durante a noite do sábado (23), porém a PM só foi acionada pela manhã do domingo.
A área foi isolada pela PM que acionou a Polícia Civil e o Instituto Criminalística.
O levantamento cadavérico foi realizado e o corpo ficou no local até que o IML fizesse a remoção do corpo, porém como Garanhuns está sem viatura do Instituto Médico Legal (IML), foi solicitada uma viatura da cidade de Caruaru, que só removeu o corpo quase às 13h00.

DEMORA E REVOLTA

A demora para remoção do corpo e a falta de policiais no local gerou revolta por parte de populares que presenciaram a cena do corpo exposto, mesmo com a área isolada. Vídeos feitos no local foram divulgados viralizaram nas redes sociais.


POLÍCIA CIVIL

Nossa equipe entrou em contato com a Polícia Civil, e conversou com o delegado Regional Luís Bernado e com o plantonista Dr. Flávio Pessoa (titular do Denarc) afim de buscar informações a cerca da demora na remoção e o porque do corpo ter ficado exposto no local sem a presença de nenhum órgão de segurança.

"Minha equipe foi acionada para averiguar um local de morte à esclarecer, e acionou o Instituto Criminalística (IC) que compareceu ao local do fato, onde já estava a PM com a área toda isolada. Então, foi realizada perícia, porém não tivemos êxito em identificar a vítima, nem localizar familiares. Ainda no local, tentamos contato com algumas funerárias para tentar transportar o corpo, porém, como não conseguimos, acionei o  Centro Integrado de Operações de Defesa Social (CIODS), e solicitei uma viatura (IML) de Caruaru"

"Feito o encaminhamento, realizamos todas as diligências e voltamos para a Delegacia Regional, tendo em vista que tomamos conhecimento através de próprias pessoas da imprensa, que aqui em Garanhuns teria uma funerária que fazia esses recolhimentos pela prefeitura, fato que desconhecemos. Então, tentamos contato com outras funerárias, e como não tivemos êxito decidimos acionar novamente a Polícia Militar para que comparecesse ao local e fizesse o isolamento do corpo, no entanto, neste meio tempo, a viatura do IML chegou na Delegacia e então decidimos desistir de acionar a PM, uma vez em que a viatura do IML já se encontrava na Delegacia para recolher o corpo. Então o IML chegou aqui em Garanhuns pouco antes das 12h30 e realizou o recolhimento do corpo. Acredito que entre nossa ausência do local e chegada do IML transcorreu pouco menos de 40 minutos, nada mais que isso."
"Então o que aconteceu foi o seguinte, quando voltamos à delegacia para providenciar a remoção do corpo, de fato houve uma falta de diálogo entre minha parte com a Polícia Militar, mais de minha parte porque não atentei a isso. Não houve demora excessiva. O corpo não foi retirado de imediato porque não tinha viatura do IML de Garanhuns e não conseguimos contato com uma funerária que quisesse e pudesse realizar o recolhimento do corpo. E a demora foi exatamente acionar a viatura que vem de Caruaru. Não houve excesso, mas sim uma falha. Tenho de admitir que houve uma falha de comunicação de minha pessoa com a PM, mas sem nenhum excesso e sem grandes transtornos, haja vista que o copo não estava  no meio da rua e sim estava num local coberto, isolado e reservado. E reafirmo, houve sim uma falha, nos ausentamos por cerca de 40 minutos e não houveram essas horas que estão falando nas redes sociais" disse o delegado Flávio Pessoa que estava de plantão e atendeu nossa equipe. 

POLÍCIA CIENTÍFICA

Nossa equipe também manteve contato com a sede da Unidade Regional de Polícia Científica do Agreste Meridional - Garanhuns, e buscou detalhes sobre o levantamento e a liberação do corpo. Nos informamos também a cerca da ausência da viatura do IML na cidade. 

"Garanhuns está sem viatura do IML desde outubro do ano passado. Quem fazia o serviço de remoção dos cadáveres era o Corpo de Bombeiros, mas isso era uma escala extra e como essa escala precisou ser alterada não foi liberado ainda esse decreto que autoriza e repassa o serviço dos Bombeiros para nós policiais civis. Então, até então estamos aguardando esse decreto sair pra normalizar o serviço.

"Nós fomos acionados por volta de 08h30 e o plantão havia acabado de assumir, chegamos ao local por volta de 10h00 e realizamos o levantamento cadavérico. Como não existiam sinais de violência liberamos o local por volta das 11h00, para a Delegacia realizar os procedimentos de praxe. Muito comumente a Polícia Militar é quem fica aguardando a remoção. A PM isola o local antes da perícia chegar e mantém isolado até ser removido o corpo", disse um policial que atendeu a nossa ligação. 

POLÍCIA MILITAR

Boa noite, creio que vocês já tiveram todas as informações necessárias que o caso requer, mas só para ficar claro,  a Polícia Militar fez todo o procedimento que é da competência da PMPE, fomos solicitados e de imediato foi enviada uma Guarnição Tática ao local. Como vocês já sabem, o local foi isolado e posteriormente  entregue a Policia Civil, que a partir deste procedimento,  tomou  as demais medidas e creio que o Delegado já esclareceu, uma boa noite", disse um oficial do 9ºBPM-PMPE, que atendeu a nossa equipe.









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